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Osteoporose: Por que a doença avança entre os homens?

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Ortopedista comenta os principais fatores e dá dicas para prevenção

Cerca de 200 milhões de pessoas no mundo sofrem de osteoporose, uma doença que provoca redução da massa óssea e afeta sobretudo mulheres, de acordo com a Fundação Internacional de Osteoporose (IOF). Deste total, em média 10 milhões estão no Brasil, onde o aumento de fraturas expõe o avanço desta doença também na população masculina. 

É o que observa o Dr. André Evaristo Marcondes, ortopedista, especialista em cirurgia de coluna no Núcleo de Medicina Avançada do Hospital Sírio-Libanês: “ao longo dos anos, dentro do consultório, temos notado maior incidência de osteoporose nos pacientes masculinos. A comunidade científica debate sobre duas vertentes para explicar isso; uma delas é a relação direta com o aumento da expectativa de vida do homem, então a doença encontra o tempo necessário para se desenvolver. A outra é que a doença já estava presente, mas não era identificada, pois os homens cuidavam menos da saúde, iam menos ao médico e, consequentemente, havia menos diagnósticos”. 

A observação do especialista condiz com as tendências de envelhecimento da população mundial, que, segundo a Organização Pan Americana de Saúde, no ano de 2050 será em torno de 2 bilhões de pessoas e superior ao número de crianças de um a cinco anos. Deste total, 1 em cada 3 mulheres, e 1 em cada 5 homens, terão osteoporose. A estimativa alertou as autoridades de saúde sobre a importância de campanhas educativas para a adoção de medidas preventivas em homens e mulheres, especialmente para diagnosticar e cuidar de doenças degenerativas. 

Como a osteoporose age no corpo 

A estrutura óssea é formada sobretudo por colágeno, cálcio e possui células de construção (osteoblasto) e retirada da massa (osteoclasto). “Na adolescência a produção de massa óssea é mais ativa; já na vida adulta ocorre o equilíbrio entre produção e perda; a partir do envelhecimento, principalmente na terceira idade, o consumo da massa óssea se torna mais ativo e causa enfraquecimento dos ossos”, explica do Dr. André Evaristo.

De acordo com a IOF, a incidência em mulheres é maior por alguns fatores: são menores e possuem ossos mais finos do que os dos homens; na etapa da menopausa, quando o corpo deixa de produzir o hormônio estrogênio, a proteção dos ossos cai em 50%. Já nos homens, não há interferência hormonal tão significativa quanto das mulheres com o estrogênio, mas há maior índice de tabagismo, alcoolismo e esteróides ao longo da vida que comprometem a estrutura óssea.

Como prevenir e tratar a osteoporose

Para prevenir a osteoporose, deve-se pensar em fortalecer o esqueleto. Uma alimentação balanceada, com o consumo de cálcio, vitamina D, exposição solar diária e exercícios físicos são benéficos ao longo da vida. “Atividades de fortalecimento muscular, por exemplo, ajudam a proteger os ossos e evitar fraturas. Exercícios como caminhada e corrida, sobretudo em ladeiras, passam a exigir mais dos ossos, que podem ativar a célula de produção óssea”, esclarece o especialista.

A osteoporose não tem cura e é silenciosa, ou seja, não apresenta sintomas e quando ocorre uma fratura é que a pessoa vai descobrir que tem. Dessa forma, “nos exames de checkup, uma medição da densidade óssea pode ser solicitada. Havendo indícios da doença, que é quando o enfraquecimento é superior a 20%, o médico especialista pode indicar tratamentos para interromper a perda de massa óssea e fortalecer o esqueleto”, orienta Dr. André.

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